Camisa comemorativa da Conaqj para o dia nacional do forró em Dezembro
Camisa comemorativa da Conaqj para festejar o DIA NACIONAL DO FORRÓ no dia 13 de Dezembro com diversas atrações. O evento acontece em alguns Estados através de nossos parceiros e em Sergipe o evento será comandado pessoalmente pela diretoria regional da Conaqj.
Ao decorrer da semana falaremos mais sobre esse grande evento que comemora o dia Nacional do Forró.
Exposição faz homenagem a um dos maiores nomes da cultura popular: Luiz Gonzaga
Concerto para Gonzaga Especial Rede Globo Nordeste
Participação do Alcymar Monteiro e a Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque.
Vale a pena conferir. Dica dos Quadrilheiros do Brasil e Conaqj
Forró na rede
A internet também é território fértil para garimpar os bons sons juninos. O forró está em peso na programação da LastFM, uma espécie de rádio online gratuita. Para ouvir composições de Luiz Gonzaga, Mario Zan e Dominguinhos, entre outros, basta escolher uma das dezenas de estações disponíveis. Você também pode ser o DJ e montar a sua própria seleção de músicas, adicionando faixas a sua própria rádio.
Para quem quiser saber mais sobre os artistas, há perfis completos com biografia e indicações musicais relacionadas ao universo forrozeiro. Lembrando que, para ter acesso às rádios, é preciso estar logado no site. O cadastro é rápido e sem qualquer tipo de custo.
Por onde começar o garimpo?
Eduardo Frota
20 anos sem Luiz Gonzaga
Um dia uma pessoa saiu do seu canto, lá na serra do Araripe (...), atravessou a Rio-Bahia e chegou ao Rio de Janeiro. E com sua sanfona, através do seu suor e do seu trabalho, conquistou essa cidade. Mais tarde conquistou também São Paulo e todo Brasil. Hoje ele ainda é a mesma voz que representa o povo brasileiro naquilo do que é mais puro. Mais do que nunca ele continua cantando o Nordeste ainda marginalizado, esquecido, pisado na nossa realidade brutal. Mesmo assim, com sua alegria, com sua festa, com sua força em todos os cantos”.
O discurso feito por Gonzaguinha, no emblemático show Vida de Viajante gravado em 1981 resume bem o legado de Luiz Gonzaga no imaginário popular. “Rei do Baião”, “Mestre Lua” e “Gonzagão”, são algumas das alcunhas do cantor que foi um dos primeiros grandes sucessos midiáticos da MPB que se tem notícia.
Neste domingo, completa-se 20 anos que sua sanfona de 120 baixos parou de funcionar. Luiz Gonzaga morreu às 5h20 de 2 de agosto de 1989, no Recife, vítima das complicações de um câncer na próstata. O cantor tinha 76 anos e mesmo doente ainda gravou três discos naquele ano e fez seu último show pouco tempo antes da morte.
Por causa do artista, a sanfona, um instrumento de origem europeia, virou símbolo da cultura nordestina. Gonzagão ainda foi referência para inúmeros artistas que desembarcaram no Sul. Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Fagner... para não falar em Dominguinhos e Elba Ramalho. Todos louvam o Rei do Baião.
Luiz Gonzaga nasceu no Exu, cidade do sertão pernambucano, quase na divisa com o Ceará. Filho de sanfoneiro, desde pequeno se destacou com o instrumento, animando bailes e festejos juninos na região. Após passar nove anos no Exército como cabo corneteiro, começou carreira artística tocando na zona boêmia do Rio de Janeiro.
Conheça a cronologia de vida de Luiz Gonzaga
Conheça a discografia de Luiz Gonzaga
Veja também:
Música de Luiz Gonzaga é referência para várias gerações
Pouca gente sabe, mas o cantor responsável por divulgar a cultura nordestina no Sudeste começou por outro lado. No início de carreira, Gonzaga tocava polcas, mazurcas, valsas e o foxtrot, numa época de profunda influência da música americana. Além disso, era impedido pela gravadora, a RCA, de cantar.
Após uma canção de Gonzaga fazer sucesso na voz de outro artista, a empresa percebeu o erro. O artista também passou a assumir um figurino misto de vaqueiro com cangaceiro. Em 1946 lançou “No meu pé de serra”: sucesso imediato.
No ano seguinte veio a consagração. A canção “Asa Branca”, feita em parceria com o médico cearense Humberto Teixeira, estourou nas paradas e o cantor passou a ser reconhecido nacionalmente.
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Queda e renascimento
O Mestre Lua seguiu emplacando um sucesso atrás do outro, tornando-se uma das lendas de sua época. No entanto, o movimento da Bossa Nova começou a tomar conta da mídia, com uma proposta de música mais atraente ao público do meio urbano. Gonzaga não tinha mais o mesmo espaço na crítica, mas sua coroa já estava colocada: virou ídolo dos nordestinos e continuou seu caminho de sucesso, ainda que longe dos grandes centros.
“De modo geral, as pessoas conhecem de pouco da sua obra, mas ele traz todo esse imaginário do sertão que é muito presente na cultura e na literatura. Essa ‘saudade da roça’, além de ser referência musical, leva as pessoas a pensar na vida e no passado”, define Ernest.
O cantor ainda teve muitos renascimentos ao longo da carreira e volta e meia voltava à mídia. Gilberto Gil foi um dos responsáveis, quando no auge do Tropicalismo, declarou que uma de suas principais influências era Luiz Gonzaga. Caetano Veloso também exaltou o sanfoneiro e chegou a gravar algumas de suas canções.
Em outra oportunidade, o produtor Carlos Imperial espalhou a notícia que os Beatles iriam gravar “Asa Branca”. Era mentira, mas o artista voltou às manchetes.
Na década de 80, foi a vez de Gonzaguinha, já famoso por seu próprio talento, levantar o Velho Lua. Pai e filho fizeram shows memoráveis pelo país, superando a conturbada relação que eles tinham até então.
Escute “Vida de Viajante”, com Gonzagão e Gonzaguinha:
Por várias vezes Gonzaga anunciou aposentadoria, mas sempre continuava a tocar. Comprou uma chácara em sua cidade natal, o Parque Asa Branca, e mudou-se do Rio de Janeiro, onde morava desde 1939. Ele próprio idealizou o museu, inaugurado por Gonzaguinha, em 13 de dezembro de 1989, quando o Lua completaria 77 anos. Seu corpo foi levado para lá, em um mausoléu no jardim.
Para saber mais:
http://www.luizluagonzaga.com.br http://www.gonzagao.com.br http://www.recife.pe.gov.br/mlg/gui/Index.php
http://www.reidobaiao.com.br
Fonte: Divirta-se
DVD Luis Gonzaga - Danado de bom 1984 - Download


Luis Gonzaga - Danado de bom
1984
01. A volta da Asa Branca (Zé Dantas / Luis Gonzaga)
02. Danado de bom (Luis Gonzaga / João Silva)
03. Terra, vida e esperança (Jurandy da Feira)
04. Aproveita gente (Onildo Almeida) Part: Sivuca
05. Pense n’eu (Gonzaguinha) Part: Gonzaguinha
06. Sete meninas (Toinho / Dominguinhos) Part: Dominguinhos
07. Sebastiana (Rosil Cavalcanti) Part: Guadalupe
08. Pagode russo (Luis Gonzaga / João Silva)
09.
Respeita Januário (Luis Gonzaga / Humberto Teixeira) Part: Fagner
Riacho do navio (Zé Dantas / Luis Gonzaga)
Forró no Escuro (Luis Gonzaga)
10. Sanfoninha choradeira (Luis Gonzaga / João Silva) Part: Elba Ramalho
11. Boiadeiro (Armando Cavalcanti / Klécius Caldas)
12. Asa Branca (Luis Gonzaga / Humberto Teixeira) Part: Fagner / Sivuca / Guadalupe
Para baixar esse DVD, clique aqui.
Músicos: Dominguinhos e Oswaldinho (Acordeon), Jamil Joanes (Baixo), Manassés de Sousa (Violão), Fausto Luis Maciel (Percussão), Amauri de Carvalho (Triângulo) e Azulão da Bahia (Zabumba).
MEMORIAL DO REI DO BAIÃO


Que eu sou apaixonado por Luiz Gonzaga, todo mundo sabe, pra mim Luiz foi e sempre será o Rei do Baião, do forró, da cultura nordestina... em fim... Por mais que as quadrilhas de hoje estão se estilizando, não devemos esquecer de nossas raízes, todas as quadrilhas deveriam ter no mínimo 1 música do Gonzagão no repertório do grupo.
Luiz tem um acervo absurdo de canções magnificas que fazem com que eu me apaixone mais ainda por forró e Quadrilhas Juninas.
Parabéns ao Governo do Estado de Pernambuco pela construção de um site onde reúne um acervo de canções e biografia do Gonzagão.
Acompanhe você tbm um pouco da história desse grande mestre da música popular brasileira.
Helry Silva
Site do Acervo [Cick Aqui]
Representante maior da música popular nordestina, Luiz Gonzaga interferiu decisivamente na trajetória da música brasileira ao introduzir no cenário nacional os ritmos do sertão e do nordeste – toadas, xotes, xamegos, baiões, xaxados, marchinhas, emboladas.
Ao reencontrar-se com suas raízes musicais, ajudou a plasmar a identidade nordestina no imaginário do Brasil, imprimindo ao acordeon das valsas e tangos, a partir da década de 40 do século XX, uma nova musicalidade. Então, como sanfona, o instrumento adquiriu nova personalidade.
Na sua busca obstinada pela essência sertaneja, Luiz Gonzaga encontrou nos arquivos da memória os instrumentos musicais para compor uma orquestração diferenciada, com o sotaque de sua terra, criando o primeiro trio de sanfona, zabumba e triângulo.
Na vestimenta dos cangaceiros e vaqueiros encontrou sua personalidade estética.
Sua influência não pode ser mensurada.
É a tradução musical e imagética da própria alma nordestina definitivamente inscrita no cenário brasileiro.
O Memorial Luiz Gonzaga (MLG) é um equipamento cultural da Prefeitura do Recife, cujo principal objetivo é preservar e divulgar o maior legado de Luiz Gonzaga, sua obra musical, e tudo o que o envolve, conjunto patrimonial imaterial que revolucionou a música no Brasil das décadas de 40 e 50 do século XX, e contribuiu decisivamente para a formação da noção de nordestinidade no cenário cultural brasileiro.
O MLG é um centro de memória e pesquisa, que oferece aos seus visitantes casuais, pesquisadores e turistas, não apenas informações provenientes de seu acervo físico e projeto expográfico, mas objetiva também ser um centro receptor e difusor do conhecimento produzido sobre a obra do Rei do Baião, estabelecendo ligações e convênios com instituições afins, utilizando os recursos da tecnologia da informação com perfil dinâmico e propositivo.
O acervo atual do MLG foi constituído com a aquisição da coleção de Mávio Holanda, pela Prefeitura da Cidade do Recife, formada por discos raros de 78 rpm, Long Plays, CDs, fotos, impressos, álbuns de recortes, vídeos e arquivos de áudio em formato MP3. Constitui uma coleção singular do MLG, o conjunto de documentos cedidos para replicação pelo Parque Aza Branca, construído pelo Mestre do Araripe em seu torrão natal, na cidade de Exu - fotos, partituras e álbum de recortes.
Consciente de que a tarefa educativa é uma responsabilidade de toda instituição que guarda acervo patrimonial de uma comunidade, e que a educação é o melhor caminho para a perpetuação das tradições culturais, o MLG também propõe cursos, palestras e atividades semelhantes no âmbito do universo de sua referência.
Atendimento ao público: 2ª a 6ª, das 09:00 às 17:00 horas
Pátio de São Pedro, Casa 35
Bairro de São José
Recife – Pernambuco
Fones: (81) 3232.2965 e 3232.2955
TRECHOS DE VÍDEOS DO REI DO BAIÃO
OLHA PRO CÉU
Vi esse Vídeo muito legal em minhas procuras diárias de novidades no YouTube, gostei e agora deixo aqui para compartilhar com vcs esse grande Poema de nosso Eterno Luiz Gonzaga.
Um solo muito bacana da canção Olha Pro Céu, por Denys.
Se vcs preferirem podem acompanhar esse solo com a letra abaixo:
Letra:
Olha Pro Céu
---------------
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Foi numa noite, igual a esta
Que tu me deste o teu coração
O céu estava, assim em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xóte, baião no salão
E no terreiro
O teu olhar, que incendiou
Meu coração.
(Luiz Gonzaga - José Fernandes)
Helry Silva
Quadrilheiros do Brasil

O REI DO BAIÃO

Luiz Gonzaga nasceu em Exu, Pernambuco, em 13 de dezembro de 1912. Foi um compositor popular. Aprendeu a ter gosto pela música ouvindo as apresentações de músicos nordestinos em feiras e em festas religiosas. Quando migrou para o sul, fez de tudo um pouco, inclusive tocar em bares de beira de cais. Mas foi exatamente aí que ouviu um cabra lhe dizer para começar a tocar aquelas músicas boas do distante nordeste. Pensando nisso compôs dois chamegos: "Pés de Serra" e "Vira e Mexe". Sabendo que o rádio era o melhor vínculo de divulgação musical daquela época (corria o ano de 1941) resolveu participar do concurso de calouros de Ary Barroso onde solou sua música “ Vira e Mexe” e ganhou o primeiro prêmio. Isso abriu caminho para que pudesse vir a ser contratado pela emissora Nacional.
No decorrer destes vários anos, Luiz Gonzaga foi simbolizando o que melhor se tem da música nordestina. Ele foi o primeiro músico assumir a nordestinidade representada pela a sanfona e pelo chapéu de couro. Cantou as dores e os amores de um povo que ainda não tinha voz.
Nos seus vários anos de carreira nunca perdeu o prestígio, apesar de ter se distanciado do palco várias vezes. Os modismos e os novos ritmos desviaram a atenção do público, mas o velho Lua nunca teve seu brilho diminuído. Quando morreu em 1989 tinha uma carreira consolidada e reconhecida. Ganhou o prêmio Shell de Música Popular em 87 e tocou em Paris em 85. Seu som agreste atravessou barreiras e foi reconhecido e apreciado pelo povo e pela mídia. Mesmo tocando sanfona, instrumento tão pouco ilustre. Mesmo se vestindo como nodestino típico (como alguns o descreviam: roupas de bandido de Lampião). Talvez por isso tudo tenha chegado onde chegou. Era a representação da alma de um povo...era a alma do nordeste cantando sua história...E ele fez isso com simplicidade e dignidade. A música brasileira só tem que agradecer...
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