• INSERT YOUR TEXT HERE
    INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE
  • INSERT YOUR TEXT HERE
    INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE
  • INSERT YOUR TEXT HERE
    INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE
  • INSERT YOUR TEXT HERE
    INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE
  • INSERT YOUR TEXT HERE
    INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE
  • INSERT YOUR TEXT HERE
    INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE
  • INSERT YOUR TEXT HERE
    INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE INSERT YOUR TEXT HERE
Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PostHeaderIcon Dica de Make para o próximo São João

Dica de Make para as meninas Quadrilheiras, o curioso é que você pode fazer uma junção da maquiagem com desenhos que lembrem o tema do seu grupo ou usar a criativade com balões coloridos, foqueiras e o que sua imaginação fluir.


Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
sábado, 19 de março de 2011

PostHeaderIcon Foi sancionado o dia Nacional do Quadrilheiro Junino

  
Foi sancionada pela Presidenta da República Dilma e publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (4) a Lei 12.390/11 que institui o dia 27 de junho como o Dia Nacional do Quadrilheiro Junino. Uma Grande vitória para as quadrilhas  e quadrilheiros de todo Brasil que passa a ter uma dia para representar todo o esforço para mander a grandiosa cultura junina viva.

      De acordo com a lei, é considerado quadrilheiro junino todo profissional que utiliza meio de expressão artística cantada, dançada ou falada transmitido por tradição popular nas festas juninas.


O Projeto de Lei da Câmara 250/09, de autoria da ex-deputada federal Nilmar Ruiz, que deu origem à lei, foi aprovado na Comissão de Educação do Senado em dezembro do ano passado.

Na justificativa de seu projeto, Nilmar Ruiz destacou a significativa participação popular nas danças juninas. Para ela, a data seria um "registro da memória nacional".

       Alguns Sites destacaram a aprovação da matéria e Sanção da lei uma aberração, a epoca destacou, "Camara aprova projeto de homenagens pra tudo e pra todos, até pra quadrilheiro", mostrando todo o desrespeito para com as quadrilhas e quadrilheiros de todo Brasil.



Veja A Seguir a Públicação.


Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
domingo, 23 de maio de 2010

PostHeaderIcon Zé Testinha - Passos tradicionais e o mesmo tema há 34 anos (Ceará)

Passos tradicionais e o mesmo tema há 34 anos. No Arraiá do Zé Testinha. O São João de lá, porém, incorporou, sim, elementos atuais. Reginaldo Rogério, à frente do arraiá, conta como isso foi feito

Pros lados da rodoviária, o trânsito é caótico, o comércio fervilha e o intenso vai e vem de pessoas há muito extrapolou o horário de picos. No final da Travessa Riachuelo, que beira a Borges de Melo, porém, o quadro muda de cores e o tempo parece outro. É ali que funciona o agora Centro Cultural Zé Testinha, a quadrilha junina que, desde 1976, mantém o mesmo tema, não inventa passo novo e aqui ou acolá insere composições próprias dentro do repertório que privilegia as canções de Luiz Gonzaga e Trio Nordestino. A iluminação do pequeno sítio não lembra aquelas luzes brancas da maioria da cidade e as casas (a família toda mora por lá) não têm forro. Que nem no sertão, na zona rural de Quixadá - origem de sua família.

``Aqui é quase como no sertão``, brinca Reginaldo Rogério, o próprio Zé Testinha (que não nega o apelido, mas estava de boné na última quarta-feira, quando recebeu a reportagem do
O POVO). Um quase que se aproxima às aparências do lugar e àquela singeleza e rigor com que (parte d)o pessoal do interior constrói seu caminho. A esse rigor, aliás, foram adicionados os ensinamentos do marketing que Reginaldo adquiriu com toques de amigos e palestras às quais assistiu, como a de Lair Ribeiro. ``Descobri que eu tinha que ser um águia. Por que a águia? Porque ela é um animal que voa mais alto tem a visão diferente de todo mundo``. (Júlia Lopes)

O POVO -
Quais são as suas primeiras lembranças de quadrilhas?
Reginaldo Rogério (Zé Testinha) - A minha tia dançava. Quando ela dançava, a gente era criança & somos seis filhos do meu pai. Quando eu tinha quatro anos, a minha irmã mais nova nasceu e a minha mãe ficava com ela e eu, que já caminhava com as próprias pernas, ia com essa minha tia ver os ensaios. Foi vendo quadrilha que eu passei a gostar de quadrilha.

OP -
O que te emocionava lá?
Zé Testinha - O meu avô fazia muita festa, no interior. E no sertão, quando tinha uma festa, mobilizava todo mundo. Não se tinha costume de ter tanta festa. Então quando tinha vinha gente de fora, tinha gente que vinha dois dias antes. Era difícil o acesso, então vinha de cavalo, vinha pra tomar café, jantar e almoçar e ficar pra festa. A gente não sabe explicar porque que gosta, mas gosta. E isso veio se fortalecendo à medida que o tempo passava, a gente imitava os grandes, e isso foi crescendo. Com sete, oito anos, a gente já brincava de quadrilha no colégio.

OP -
Quando as atividades começaram a se intensificar, ficaram mais profissionais? Foi com teu avô, teu pai ou contigo mesmo?
Zé Testinha - Eu acho que foi mais na minha geração, não foi em 1976, quando a gente tem a primeira notícia da quadrilha. Ao longo do tempo eu passei a ser uma pessoa organizada. Pelo estudo, pelo trabalho, a gente aprende a ser organizado. Apesar de eu ser mais vocacionado pra eletrônica, teve uma época que eu estudei marketing.

OP -
Fez faculdade?
Zé Testinha - Não, foi por amigos, há uns 15 anos, eles entraram numa rede de marketing e me convidaram. Então eu assisti aulas, palestras, vi o Lair Ribeiro, um monte de gente conhecedora do assunto. Mesmo trabalhando à noite eu ia. E nisso eu comecei a jogar os conhecimentos na minha quadrilha. E eu aprendi que eu tinha que me organizar, cumprir horário e buscar a credibilidade que não tinham de quadrilha.

OP -
O que mais você aprendeu com o marketing?
Zé Testinha - Eu ouvi falar muito de águia e descobri que eu tinha que ser um águia. Por que a águia? Porque ela é um animal que voa mais alto e tem a visão diferente de todo mundo: fazer com que o meu grupo crescesse sem precisar tá vendendo ele a um político ou um professor de folclore. Eu sempre pensei nisso aí, de ser um líder, uma águia. Você não vai mudar a minha opinião. É mais fácil eu mudar a sua opinião. Porque se não, eu não estaria fazendo quadrilha da mesma forma como eu comecei, sem fugir dos meus princípios. Eu quero conservar, eu só quero perpetuar. Eu aprendi que a gente tinha que ter um corrimão nas costas. Pra que o que eu fizesse hoje, eu estivesse garantido no próximo ano, que eu não criasse um monstro que eu não soubesse controlar. Eu não cairia porque eu estava segurando meu corrimão. O marketing me ajudou muito nisso. Trabalhar a marca & é muito feio esse nome Zé Testinha, né? É o quê, Zé Testinha? (risos). Começou com uma simples brincadeira: como eu tenho a testa avantajada, minha irmã me chamava de Testinha. E o meu nome é José. Mas depois ninguém trabalhou esse nome Zé Testinha, era Arraia Zé Testinha.

OP -
Isso foi mais ou menos na mesma época em que as quadrilhas, como se diz no meio, estavam ``evoluindo``?
Zé Testinha - É. Mas ainda tem muito que se aprender dentro de quadrilha em termos de responsabilidade. A quadrilha hoje não é mais a quadrilha de bairro, pra se dançar numa rua. A gente passou a ser espetáculo. Você ensaia, ensaia pra apresentar o espetáculo. A gente deixou de ser tradicional. Porque a quadrilha tradicional é aquela em que você vai pra uma festa e não tem combinado nada. É como se chama: improvisada. Os demais restos de quadrilha eu denomino como quadrilha-show. Você apresenta o seu show.

OP -
Você acha que dá pra fazer um paralelo entre a quadrilha do Zé Testinha, que é tida como tradicional, e as estilizadas?
Zé Testinha - Aí já é outra coisa. Você está falando da tradição da quadrilha e eu estou falando das quadrilhas tradicionais. As pessoas acham que as quadrilhas tradicionais é você botar um chitão (eu não considero chitão, porque um homem, da época, se botasse blusa florida, ele era tido como mariquinha ou coisa parecida. Hoje é outro nome mais forte. Mas ele não usava chitão, ele usava o xadrez). Na minha concepção, eu que fui criado no sertão (as minhas férias de colégio eram todas no sertão), até a forma de dançar do meu grupo foi tirada de lá. Você pode usar o chitão como marketing pras mulheres, mas para os homens é o xadrez que predomina. Então eu digo: por que a Zé Testinha é uma quadrilha tradicional? Ela é uma quadrilha-show, mas defende o tradicional. Eu conservo a forma de dançar, mas eu ensaio. Se eu não ensaiasse, eu era uma quadrilha tradicional completa.

OP -
E o que você acha das estilizadas?
Zé Testinha - Primeiro, o que a gente tem que ver é que o São João ficou belíssimo. Belíssimo com a minha quadrilha desse jeito, aquela outra do outro jeito e assim por diante. Você vai assistir a um espetáculo, cada um com ideias e focos diferentes. O mais importante é que a gente nunca deve deixar de ver aquilo ali (e aponta para um santuário iluminado de luz azul): a religiosidade. Por que nós estamos fazendo (quadrilha)? Por causa de São João Batista. Nós fazemos quadrilha pra brincar e lembrar que São João Batista nasceu pra batizar Jesus Cristo. Porque as pessoas às vezes estão fazendo quadrilha pra ser a melhor. Se a gente não se preocupar com o andamento do São João, as criancinhas que estão hoje vão entender que a quadrilha é o que elas estão vendo. O que se faz com as quadrilhas hoje é bonito, não deixa de ser bonito, mas estão fazendo coisas que ao invés de manter a história junina, deturpa um pouco a história. A gente observa o vestuário de quadrilha e fica bobo: o que tem de São João ali? É uma visão, logicamente. A gente tem que tá aberto ao modernismo, à evolução dos tempos, mas com responsabilidade. Faz 34 anos que eu faço o cangaço, porque foi a maior riqueza que eu encontrei. E todo ano pra mim parece que é o primeiro ano. Parte da quadrilha, no começo, não quis mais brincar. O cangaço é rico na mitologia do Nordeste, nos adereços, e é identidade nordestina. Era a forma de eu participar com as com as quadrilhas estilizadas porque eu trago alguma coisa rica também. Só não é rica de brilho, mas de história. Mas aí você me pergunta: o que tem a ver São João com o cangaço? Os cangaceiros eram nordestinos, e gostavam de São João.

OP -
A Federação começa agora a exigir alguns requisitos básicos para manter essa proximidade com as quadrilhas antigas. Como é que você acha que os quadrilheiros vão responder a isso?
Zé Testinha - Olha, eu estive, esse ano ainda, numa reunião da Unej (União Nordestina de Entidades de Quadrilhas Juninas), e pude fazer um parâmetro no que as pessoas pensam. A gente vê pessoas comprometidas com a cultura do seu estado. Hoje a gente vê vários tipos de quadrilhas e várias ideias diferentes, tem quadrilhas carnavalescas, por exemplo. A gente fica ali conversando, mas eu não coloco o meu pensamento. É aquela coisa: se você é Fortaleza e tá no meio da torcida do Ceará, você fica caladinho. Existe o seguinte: quem faz quadrilha porque gosta do São João e quem faz pra ganhar. Hoje em dia tem os temas. É muito parecido com as escolas de samba do Rio de Janeiro. Até o vestuário da quadrilha todinha é baseado em cima do tema. É uma forma de dizer que um explorou bem o tema, ou não explorou bem... Quem não tem um tema, eles rotularam como ``São João``, você tá entendendo? No fim, o evento que é dançar quadrilha, virou figurinha. Por causa da competição, as quadrilhas daqui tão ficando parecida com as de Recife, que são muito numerosas. Tem quadrilha lá que são 60 pares. Imagina 100, 120 pessoas dançando? Tem uma competição lá em Mossoró. Fui uma vez e Deus me livre de botar os pés lá de novo! Eles não querem ver quadrilha não. Eles querem ver espetáculo. Aí onde tá o negócio da tradição: se eu botar cenário, eu tô indo contra todos os meus princípios, eu tô evoluindo demais. Já eles não têm coragem de fazer o que eu faço. Em cima do que a gente faz, você tem que ter escolaridade. Eles já saíram da caverna, já sabem o outro lado. Não sabem mais voltar. Se eu chegar pra ti e disser assim: nós vamos ganhar, nós temos que ganhar, ganhar, ganhar, ganhar. Tu vai dançar lá e não ganha. Tu num ensinou a pessoa que tem que ganhar? Se não ganhou, eu vou lá pra que ganha. O que foi que aconteceu? Muitas quadrilhas deixaram de existir por causa disso. É uma bola de neve. Primeiro por isso. A outra bola de neve é que você começa a fazer muitas coisas mirabolantes, e vão aumentando tanto que você não tem condição de manter.

E-MAIS


> São João, para a quadrilha do Zé Testinha, é quase o ano todo. Pelo menos toda segunda-feira: ``Toda segunda-feira a gente se reúne aqui pra ir pro Pirata Bar. E lá é quadrilha mesmo, não é forró ou coisa parecida, não. É como se fosse uma micareta junina, um São João fora de época``.


> Geralmente são os próprios brincantes que pagam suas roupas. No Zé Testinha tudo é custeado pelo Arraiá. E quem disser que é porque é sempre a mesma roupa, Reginaldo contesta. ``Todo ano muda!``. Outras regalias dos quadrilheiros de lá é o ônibus com ar condicionado. Mas não vale levar acompanhante. ``Da metade pra frente vão os homens e da metade pra trás as mulheres``, diz, rigoroso.


> Muita gente que dança hoje na quadrilha é filho ou parente de alguém que já passou por lá. Vez por outra a entrevista era interrompida para vários ``boa noite``. Alguns, no entanto, são de fora. ``Esse aí (um rapaz que chegava de moto, com a farda do trabalho), paga alguém pra ficar uma hora no lugar dele enquanto ele dança quadrilha``, mostrou Reginaldo.


> Visitantes são bem vindos, e é certo encontrar conversa farta no sítio do Zé Testinha. ``Eu falo pelos cotovelos. E não sou só eu não, é a família todinha``. A movimentação por lá nessa época do ano se intensifica, com ensaios toda noite. E o entrançado de gente na casa também. ``Esse é meu irmão Ronaldo``, apresenta Reginaldo. ``Ele é poeta, faz cordel...``, ao que o irmão responde: ``Vixe, tudo isso?``



SOBE

As quadrilhas apostaram na beleza e não deixaram a prática morrer trazendo mais gente jovem para dançar, coreografar, musicar.

DESCE

Ao empresariado cearense, que ainda não acredita no potencial financeiro das quadrilhas juninas – que chegam a movimentar de R$48 a R$ 50 milhões por ano.


SOBE

Os momentos de integração que as quadrilhas promovem com as pessoas de uma mesma comunidade. São nos bairros da periferia que elas são mais numerosas.

DESCE

Os locais que não cuidam de toda a infra-estrutura necessária para a apresentação das quadrilhas, deixando os grupos expostos.


SOBE

Os novos compositores são estimulados a participar também: como a palavra chave das quadrilhas é inovação, eles acabam criando novas composições, enredos.

SOBE

A Federação das Quadrilhas Juninas do Ceará (Fequajuce), que instituiu um mínimo de passos tradicionais nas quadrilhas.


Fonte Vida & Arte
Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo

PostHeaderIcon Quadrilhas de antes e de hoje - Século XXI

Uma imensa nau entrou na quadra de apresentação das quadrilhas e surpreendeu mesmo quem já conhecia a capacidade da Beija Flor do Sertão de se reinventar. De outra feita, a Paixão Nordestina representou uma fábrica de dançarinos, e os quadrilheiros aos poucos iam ganhando vida & começaram robôs e viraram brincantes. Não, as quadrilhas juninas do final do século XX e do começo deste XXI não são mais como aquelas, que a gente costuma dizer, ``de antigamente``. Mais que vestidos de chita, cabelo com trancinhas e dente preto feito da casca da mandioca, elas agora são construídas com aparatos dignos de uma escola de samba carioca. Ou seja: o puro luxo, glamour e sedução.

``Daqui a pouco, as quadrilhas pequenas vão se acabar``, vaticina William Santos, marcador & o marcador, hoje, faz o mesmo serviço do antigo puxador, e, se já era importante nas tais ``antigas``, nas atuais é ele pode fazer uma quadrilha ganhar um prêmio. Também dançarino e coreógrafo, William anuncia, com um olhar preocupado, como os novos brincantes, de pequenas quadrilhas, estão se encantando com as maiores delas, assim que são reconhecidos por algum talento. André Ribeiro, ao lado do amigo, já não tem o olhar tão endurecido, mas mostra a mesma aflição. ``Eles fazem de um tudo nas pequenas, ficam bons naquilo e são chamados & ou procuram & as grandes``.


Hoje coreógrafo da Pé Quente, de Maracanaú, William emenda: ``Num grupo grande tem uma produção que a gente tem que fazer e pagar (cada brincante paga a sua própria indumentária) roupa, maquiagem, lente de contato. O povo quer ver isso``. Juliano de Andrade, coreógrafo, estilista e outra variedade de ocupações dentro da quadrilha Cumpade Justino, também de Maracanaú, concorda. ``O São João ficou muito restrito. Se a quadrilha é muito tradicional, só com passos e roupas tradicionais, ela não ganha em canto nenhum. O povo quer ver beleza``. Mas quer participar, também. William lembra que as músicas & antes conhecidas do público, como os clássicos do Gonzagão & hoje são compostas para cada apresentação.


``Quando as quadrilhas iam para dentro das quadras elas tinham problemas com o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). E quadrilha não tem no seu orçamento como pagar Ecad. A quadrilha não tem como prever isso``, explica Gilberto Rodrigues, que é produtor e apresentador do Festejo Ceará Junino, a principal festa do período aqui no Ceará. As composições próprias não são, porém, a maior preocupação da moçada que se mobiliza para botar suas quadrilhas na rua. ``Se continuar assim, daqui a um tempo a gente não vai mais apresentar quadrilha, vai ser outra coisa``, imagina André. ``Antes, as quadrilhas eram para festejar o São João. Hoje é a encenação``, diz William, num tom que não deixa muito claro se ele lamenta ou aprova a situação atual.


Da metade da década de 1990 pra cá, e a quadrilha Luar do Sertão, do Pirambu (Fortaleza), parece ter sido a primeira a se aventurar nos ``modernismos`` da estilização, os folguedos começaram a explorar outras vestimentas, outros passos, outras possibilidades & tanto que se veem prestes a virarem algo que não quadrilha junina. ``A tendência, agora, é o regresso. A Federação (Federação das Quadrilhas Juninas do Ceará, a Fequajuce) até exige que tenham pelo menos 12 passos tradicionais``, explica André. Não se usa mais chita, os festivais de rua vão rareando, mas muita coisa passa a ser exigida pelas competições no sentido de manter alguma proximidade com aquela quadrilha, aquela, ``de antigamente``.


Fonte: Vida & Arte Cultura




Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
domingo, 25 de abril de 2010

PostHeaderIcon SANTO ANTÔNIO, SÃO JOÃO E SÃO PEDRO


SANTO ANTÔNIO, SÃO JOÃO E SÃO PEDRO

As honras, no Ciclo Junino,
são compartilhadas com mais fervor pelos três santos,
mas os mais antigos também louvam
São Paulo e São Gonçalo do Amarante.

Santo Antônio Casamenteiro

Antes de entrar na Ordem de Santo Agostinho e de São Francisco, ele era natural de Lisboa e se chamava Fernando de Bulhões. Na Ordem de São Francisco, em 1220, recebeu o nome de Antônio. Dedicou sua vida à caridade e ao amor , sendo canonizado pelo papa Gregório IX. Morreu aos 36 anos, em 13.06.1231, em Arcela, junto à cidade de Pádua. Foi elevado a santo antes de completar um ano de sua morte, ficando famoso como milagroso pelas graças alcançadas envolvendo o amor e o casamento.

No Brasil, a primeira notícia que nos chega de Santo Antônio data de 1588, já que nos conventos dos franciscanos de Olinda havia culto dedicado ao santo. Há notícias que em 1595, a imagem chegou a Sergipe del Rei, numa nau capitânia de piratas. Esta imagem foi colocada na Igreja do Convento dos Franciscanos da Bahia.
A identidade do povo com Santo Antônio se fez tão grande que foi natural o surgimento de ditos, piadas e versos contendo a irreverência do homem brasileiro.


"Santo Antônio pequenino
Amansador de burro bravo
Vem amarrar minha sogra
Que é levada do diabo"

"Santo Antônio me case já
Enquanto sou moça e viva
O milho colhido tarde
Nem dá palha nem espiga".




São João Batista, o anunciador de Cristo

A data de seu nascimento é de 24 de junho. Filho de Isabel, esposa de Zacarias e prima de Maria, mãe de Jesus. Segundo a tradição, por milagre de Deus, Isabel e Zacarias geraram um filho, quando, pela idade, já nem pensavam mais que isto acontecesse. Para a Igreja Católica, a vinda deste filho teve um significado maior, o de preparar a vinda de Cristo. O João, como foi chamado, não só anunciou e preparou a vinda do Messias, mas o batizou nas águas do rio Jordão.

Assim, quando se aproxima o dia do seu aniversário, é logo anunciado com o Acorda Povo - tradicional procissão, com danças e cânticos, às vezes profanos, que conduz a bandeira do santo, ao som de zabumbas e ganzás. Seu início é quase sempre a partir de zero hora e vai até o raiar do dia:


Acorda meu povo,
vem ver a "acordação".
Acorda todo o povo
Que é primeiro de São João.


Os festejos de São João, entre nós, conforme Pereira da Costa, em Folk-lore pernambucano - subsídios para a história da poesia popular em Pernambuco, remontam aos primeiros anos da colonização, na primeira metade do século XVI , na narração do Fr. Vicente do Salvador, quando relata que os índios participavam dos festejos dos portugueses "com muita vontade, porque são muito amigos de novidades, como no dia de S. João Batista, por causa das fogueiras e capelas" Segundo ainda Pereira da Costa, os capelistas - homens e mulheres coroados de capelas de flores e folhas -, percorriam alegremente as estradas e ruas dos povoados, cantando toadas, dentre elas, a que possui o conhecido estribilho:


Capelinha de melão
É de São João;
É de cravo, é de rosas,
É de manjericão.


Antigamente esses bandos de capelistas, além de percorrer as ruas alegremente, encaminhavam-se, de preferência, para o banho na Cruz do Patrão, no istmo de Olinda, "cujas águas, quer as de mar, de um lado, quer as do rio Beberibe, do outro, gozavam na noite de São João de particular virtude de dar felicidades e venturas" ou ainda na praia de Fora de Portas, lugar também preferido e assim, na ida para os banhos sanjoanescos, cantavam:


"Meu São João,
Eu vou me lavar,
E as minhas mazelas
irei lá deixar".
E na volta:
"Ó meu São João,
Eu já me lavei;
E as minhas mazelas
No rio deixei".


Além dos banhos, as fogueiras noturnas nas festas de São João, o anunciador, "crepitando em torno de uma bananeira e que constituem uma de suas características principais, vêm dos germanos e escandinavos, em honra de Freya, como refere Theóphilo Braga; e segundo Oliveira Martins, vinham já do tempo de Strabão, e constituiam o culto celtibérico por excelência". Como já foi dito, entre nós, a tradição de acender fogueiras em louvor a São João, nos foi legada pela Igreja Católica, divulgada pelos jesuítas e franciscanos.



São Pedro e São Paulo

Para encerrar o Ciclo Junino, encontramos São Pedro e São Paulo, os mais modestos nas comemorações do povo, e algumas referências colhidas por Fernando Augusto Gonçalves Santos são interessantes: "no dia 29, dedicado a São Pedro, só acende fogueira na porta quem se chama Pedro ou quem for viúvo. Isso já provoca uma grande diminuição na movimentação festiva e torna mais simples o encerramento do ciclo junino. Não tem São Pedro merecido a freqüência de versos irreverentes, o que o torna muito mais ligado ao aspecto religioso que ao festivo. Isto não impede, entretanto, que lhe seja dado o apelido de "porteiro do céu", impedindo que os manhosos e mentirosos entrem, no céu sem poder. Seu nome está ligado à devoção das viúvas, isto porque diz a tradição que teria sido viúvo também. Como foi pescador antes de seguir Jesus, é também santo dos pescadores."

São Paulo está ao lado de São Pedro nesse fim de festa, como diz o professor Leduar de Assis Rocha, acrescentando que, segundo a tradição católica, foi um dos fervorosos combatentes de Jesus, perseguindo os seguidores do cristianismo nascente, até o dia em que Jesus, perguntando-lhe por que tanto o perseguia, falou-lhe ao coração, transformando-o no amigo fiel, incondicional servidor e divulgador da doutrina cristã.
Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo

PostHeaderIcon Como surgiu as Quadrilhas Juninas?

QUADRILHA JUNINA

Ao lado do sentimento religioso que o Ciclo Junino desperta na população, também o sentido de "festa" se amplia com as brincadeiras, as superstições e sobretudo com a musicalidade e a dança, expressões nítidas e fortes no jeito de ser nordestino.

As festas juninas têm início no dia 19 de março, dia de São José, justamente quando se dá o plantio do milho, cereal básico de toda a culinária do período junino. E a partir de então percebe-se a movimentação de artistas que se dedicam, como compositores e intérpretes, ao forró, xaxado, coco e ciranda, divulgando suas músicas, seus grupos de danças típicas e seus shows. Paralelamente ao trabalho dos produtores culturais, a juventude também inicia o natural burburinho de ensaios de quadrilhas - a dança típica do ciclo junino.

ORIGEM

Originária das velhas danças populares das áreas rurais da Normandia e da Inglaterra, a quadrilha chega ao Brasil através dos mestres franceses Milliet e Cavalier, como uma das danças de salão preferidas pela nobreza do século XVIII e XIX.
O pesquisador Lula Gonzaga diz textualmente que a quadrilha "tornou-se uma das mais animadas danças de salão da Europa, nos Estados Unidos e no Brasil durante o século XIX. Esta dança palaciana teve gosto na França no século XVIII, sendo muito popular na era napoleônica. Foi registrada na Inglaterra em 1815 e em Berlim em 1820. A data desta manifestação no Brasil foi possivelmente em 1820, quando sua presença era notada em festas palacianas em várias comemorações e até no carnaval.
No Brasil, os grupos da elite imperial, que procuravam acompanhar o gosto europeu em termos de moda, leitura, danças, e até comida, trouxeram o costume daquele continente no início do século XIX."
Esses costumes popularizaram-se de tal forma e em toda a parte, que perderam um pouco de sua pose aristocrática, saindo dos salões palacianos para ruas e clubes populares.

DANÇA PALACIANA

Enquanto dança palaciana, de elite, a Quadrilha tinha cinco partes com marcação em francês. Lula Gonzaga nos passa as informações mais importantes:
1ª parte: La chaine continue des dames (a corrente contínua de damas).
2ª parte: La nouvelle Traine (a nova corrente).
3ª parte: La corbeille (a cesta de flores).
4ª parte: Double pastourelle (dupla pastorinha).
Essas partes eram no andamento Alegro e Alegretto e finalmente, a 5ª parte: Boulangère (padeira) ou Casescroise (quebrado-cruzado). A quadrilha terminava por "En avant" geral ou "Galope", mais tarde modificado como polca, mazurca ou valsa.

Conforme Roberto Benjamin, "a quadrilha, hoje associada ao casamento matuto vai se transformando em um folguedo de natureza complexa. O casamento matuto é a representação onde os jovens debocham com muita liberdade e malícia da instituição do casamento, da severidade dos pais, do sexo pré-nupcial e suas consequências, do machismo, etc. Tal representação crítica acaba por reforçar os papéis sociais e os valores da moral tradicional.
Um aspecto deve ser evidenciado - os festejos juninos são a festa da adolescência, e da juventude, talvez ainda como uma reminiscência dos ritos de fertilidade".


CASAMENTO MATUTO. Foto: Flávia Lacerda O enredo é simples: a noiva quase sempre está grávida; os pais da noiva obrigam o noivo a casar; este se recusa; é necessária a intervenção da polícia; depois o casamento se realiza com o padre fazendo a parte religiosa e o juiz fazendo o casamento civil, sob as garantias do delegado e seus soldados. A quadrilha é o baile de comemoração do casamento. O enredo é desenvolvido em liguagem alegórica, satirizando a situação, às vezes, em palavreado chulo.


Personagens
O casamento matuto é representado pelos participantes da quadrilha. Os personagens são: os noivos, os pais do noivo, os pais da noiva, os padrinhos e as madrinhas, o padre, às vezes, o sacristão, o delegado, às vezes, com alguns soldados, o juiz com o escrivão; os demais integrantes do grupo são convidados. Incorporam também uma rainha e princesas do milho ou da espiga, escolhidas através da venda de votos, que é uma forma de angariar recursos financeiros para cobrir as despesas.


COREOGRAFIA

ANAVANTUR (EN AVANT, TOUT) - cavalheiros tomam as damas e andam de mãos dadas até o centro do salão, encontrando-se com a fila da frente.
ANARRIÊ (EN ARRIÈRE) - os pares, ainda de mãos dadas, voltam em marcha-ré até o ponto em que estavam e se separam, ficando cavalheiros em frente às damas.
TRAVESSÊ DE CAVALHEIROS (TRAVESSER) - as damas ficam paradas e os cavalheiros atravessam o salão parando em frente à dama do outro par, cujo cavalheiro faz também o mesmo. Ao se encontrarem com as damas dos pares da frente, dâos-se os braços, fazem duas meias-voltas, indo depois para seus lugares.
TRAVESSÊ GERAL - as duas filas atravessam o salão ao mesmo tempo, cruzando-se no centro pela direita. Ao chegarem aos lugares voltam a ficar de frente para o par.
BALANCÊ COM O PAR VIS A VIS - seguem somente os cavalheiros e ao se encontrarem com as damas, vão entrelaçando o braço direito no braço direito da dama. Dão duas voltinhas e retornam a seus lugares, ficando de frente para o par.
BALANCÊ COM SEUS PARES - cavalheiro de frente para sua dama. Ambos fazem o balanceio, sem sair do lugar.
GRANDE CHÈNE (GRAND CHAÍNE) CRECHÉ OU GARRACHE - a dama dá a mão direita ao cavalheiro e este a mão esquerda à direita de outra dama e passam a trocar de mãos e de dama até que voltam a encontrar os seus pares.
SANGÉ (CHANGÊ DE DAME) - os cavalheiros rodam as damas pela sua esquerda, passando-as para trás e a cada sinal do marcador, largam as mãos das mesmas e vão pegar as da sua frente até chegarem aos pares certos.
BEIJA FLOR - os pares seguem até o meio do salão, as damas estendem a mão direita para o cavalheiro beijar.
CORTESIA - os cavalheiros dão um passo para trás sem largar a mão da dama, ficando semi-ajoelhados. As damas dão duas voltinhas pela esquerda, os cavalheiros levantam-se e aguardam o próximo passo. CRUZ DE MALTA - os casais ímpares continuam rodando e os números pares vão-se infiltrando na roda, segurando-se nos punhos e formando rodas maiores. Os cavalheiros seguram nas mãos dos cavalheiros e as damas seguram nas mãos das damas, formando outro braço da cruz. Continuam rodando ao ritmo da música.
PASSEIO DOS NAMORADOS - o par guia sai com sua dama pela direita, o par seguinte sai pela esquerda e os demais vão imitando. Quando se encontram novamente, formam uma fila única, depois uma roda no meio da sala.
CAMINHO DA ROÇA - damas na frente, cavalheiros atrás, percorrem todo o salão, voltando aos seus lugares.
AÍ VEM CHUVA - todos fazem meia volta, marchando em sentido contrário.
É MENTIRA - Nova meia volta. Continuam marchando em roda.
CESTINHA DE FLORES - as damas levantam os braços, passando-os por cima dos ombros com a palma das mãos para cima. Os cavalheiros que estão atrás seguram as mãos da dama e continuam a marchar.
A PONTE CAIU - os cavalheiros sem largar as mãos das damas, fazem meia-volta e seguem a marcha na frente das damas.
PONTE NOVA - todos fazem meia volta pela direita sem largar as mãos das damas, continuam a marchar.
DAMAS AO CENTRO - damas formam a roda e os cavalheiros outra, por fora. Rodam todos no mesmo sentido, para a esquerda.
ARCO-ÍRIS - damas passam a roda para a direita, ficando as duas filas rodando em sentido contrário.
DAMAS EM RODA - os cavalheiros entram para dentro da roda sem largarem as mãos. Damas fazem a roda por fora e todos começam a rodar pela esquerda, procurando seus pares.
OLHA O TÚNEL - o par guia dá as mãos, levantando-as à altura dos ombros. O par próximo ao guia passa por baixo, e coloca-se ao lado, na mesma posição. Todos os demais pares fazem o mesmo.
CARACOL - os pares fazem fila indiana e a dama do par guia começa a marcha em direção ao centro do salão. Quando o caracol estiver bem unido, todos esperam a ordem do marcador.

FIM DE FESTA

As opiniões divergem bastante, entre os pesquisadores e até entre os organizadores de quadrilhas, mas o que importa, e independente da evolução e dinâmica que hoje se detecta no Ciclo Junino, é que a Festa do Fogo ainda aglutina, ainda provoca o sentimento de comunidade, de integração e, o que é mais importante, o sentimento de alegria, onde a dança, os gestos, o sorriso, a música - seja ela eletrônica ou com orquestra tradicional - determinam o jogo, a brincadeira, tão necessários à alma do ser humano, seja numa representação caricatural, seja ela tradicionalmente vinculada à espontaneidade do homem do campo.
Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
domingo, 19 de julho de 2009

PostHeaderIcon Quadrilhas fogem da caricatura do homem rural


A partir do termo tradição, historiador e antropólogo Hugo Menezes Neto investiga transformação dos grupos na Região Metropolitana do Recife

A
tire a primeira espiga de milho quem nunca achou que as quadrilhas juninas que assistimos hoje nos arraiais são

Com coreografias ensaiadíssimas e figurinos luxuosos, as quadrilhas contemporâneas incomodam os mais conservadores. Foto: Jaqueline Maia/DP/D.A Press
um tipo de desvio ou deformação das quadrilhas de antigamente. Mudaram as músicas. Agora existe um enredo a ser seguido: a quadrilha chega com alegorias e personagens que antes desconhecíamos. As roupas têm bordados, brilhos, saiões rodados. A chita foi substituída pelo luxo. Os movimentos do balancê, anarriê e alavantu ficaram para as quadrilhas de escolas ou as que são improvisadas nas festas juninas. As de hoje têm coreografias ensaiadíssimas, exageradas. Um modelo que virou padrão. Regras estabelecidas a partir do momento em que as quadrilhas contemporâneas passaram a disputar pelo menos dois concursos importantes que ocorrem na Região Metropolitana do Recife. Um promovido pela Prefeitura do Recife e outro pela Rede Globo. Quadrilheiro há 16 anos, o historiador e antropólogo Hugo Menezes Neto se dedica à pesquisa sobre as quadrilhas juninas desde 2005 e tem uma intensa produção acadêmica sobre a temática.

O trabalho de maior fôlego foi a dissertação de mestrado, agora publicada em livro para o leitor comum. O interesse maior do autor, ao iniciar a pesquisa, foi estudar o termo "tradição", utilizado para designar as quadrilhas do passado. "Meu caminho foi no entendimento da tradição como categoria de extrema importância para as manifestações da cultura popular, pensando que a compreensão sobre ela ainda ressoa os moldes do movimento folclorístico do século 20, ou seja, tradição como dado que aprisiona e impede transformações estéticas nessas manifestações", conta Hugo, sobre a pesquisa acadêmica que virou livro, intitulado O Balançê do arraial da capital - Quadrilha e Tradição do São João do Recife.

Hugo narra como a quadrilha chegou ao interior do Nordeste do Brasil, a partir das quadrilhas dos campos da Normandia, na Inglaterra. Sua adaptação pela corte francesa e expansão por toda Europa, até a chegada à corte brasileira, através de Portugal, como um conjunto de danças palacianas. Aqui, segundo Hugo, é ressignificada e dançada pelas camadas populares do interior do Brasil, no final do século 19. No início do século 20, volta à cidade como a caricatura do universo rural. "O que chamamos de quadrilha tradicional é uma caricatura do homem rural e da vida no campo construída em meio ao processo de urbanização no começo do século 20, que serviu para legitimar esse processo que relaciona o campo ao atraso, ao jocoso, ao passado, em contraste com a vida da cidade, relacionada ao moderno, a ciência e ao progresso", compara. Assim, diz ele, todos passaram a achar que a quadrilha começou com a estética matuta porque isso é tido como tradicional.

O pesquisador admite que ainda há preconceito sobre a estética não-matuta. "Muita gente ainda não entende, e como a tradição interfere no juízo de gosto e na experiência estética, as mudanças ainda incomodam, sobretudo àqueles mais consevadores e nostálgicos da 'quadrilha de antigamente'", diz Hugo,que é professor da Fafire na pós-graduação em Cultura Pernambucana e funcionário da Fundarpe. O pesquisador e brincante destaca um aspecto interessante das quadrilhas ditas estilizadas. É o fato dos trajes remeterem às roupas palacianas, cuja estética já foi um dia considerada "tradicional".

Segundo Hugo, as quadrilhas atualmente já passaram por uma fase mais experimental, onde até uma versão do clipe de Thriller (Michael Jackson) foi levada para uma apresentação. Atualmente, os grupos discutem o que é, ou não, tradicional, a partir das pesquisas que realizam para escolher seus enredos e sair às ruas. "É um momento de retorno, isso é fato, estamos mais tradicionais do que nunca e, mesmo que não pareça, os quadrilheiros são conservadores em muitos aspectos, não abrem mão de certos elementos que compõem a manifestação, como o casamento junino por exemplo", conta.

Fonte: Diário de Pernambuco, por Michelle de Assumpção
Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
quinta-feira, 25 de junho de 2009

PostHeaderIcon Trajes de festa junina ganham luxo e materiais inusitados - Ceará



As velhas sardas sumiram e os vestidos têm brilho. O glamour dos novos trajes juninos vai até o sapato.


Maquiagem bem marcada, sombra com exagero de brilho. Para deixar o olhar ainda mais encantador, cílios postiços duplos. Sabe as velhas sardas nas

bochechas? Sumiram.

“Hoje em dia, a quadrilha está bem mais estilizada. É diferente da quadrilha tradicional. A maquiagem tem que ter brilho, glamour”, explica uma cearense.

Quem quer pular quadrilha com estilo precisa saber que os cabelos juninos também ficaram diferentes. Ganharam apliques, tranças longas. São tantas novidades no São João que tem gente inovando em coisas que nem aparecem, como a cinta liga.

No figurino caipira, os vestidos agora são feitos em materiais bem mais ricos e inusitados. “Muito babado, esponja, para armar o vestido, muita pedraria”, mostra uma costureira.

Mas se as roupas de quadrilha já estão prontas, como explicar máquinas de costura ainda com tanto serviço? A resposta está nas mãos do estilista de sapato Eliomar Ferreira. Ele emprega 15 pessoas na criação, corte e costura dos sapatos. “Fiz uma estimativa que cada quadrilha se apresentaria 36 vezes durante o período junino. Essa é a garantia do meu sapato”, diz Eliomar Ferreira.

Com passos bem ensaiados e um figurino de arrasar, os brincantes se encontram nos arraias espalhados por toda a cidade. O momento mais esperado é o do festival de quadrilhas. Na a abertura, tem até gelo seco e toques de teatro. O casamento matuto faz parte dessa explosão de cores e emoções.

Fonte: Bom dia Brasil
Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
segunda-feira, 18 de maio de 2009

PostHeaderIcon Qual o Estado que mais visita o Site Quadrilheiros do Brasil?

AS DEZ CIDADES QUE MAIS VISITAM O SITE QUADRILHEIROS DO BRASIL


O Google Analytics é uma API gratuita disponibilizada pelo Google e que é usada pelos desenvolvedores de sites e profissionais para acompanhar a visitação e estatísticas de um site.
Em 15 dias pude acompanhar as 10 Cidades que mais visitaram o Site.

Veja no quadro acima as 10 Cidades que mais visitaram o nosso site Quadrilheiros do Brasil nesses últimos 15 dias.

O nosso muito obrigado a todos que acompanham o nosso trabalho.

Diretoria Quadrilheiros do Brasil

Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
domingo, 5 de abril de 2009

PostHeaderIcon MELHORES DE 2008 - ENQUETE



Chegou hoje dia 1º de Junho o fim da votação das melhores quadrilhas do Brasil, veja abaixo quem foi detaque no ano de 2008, segundo a votação de nossa enquete.
Gostariamos no entanto que os responsavéis pelas quadrilhas citadas abaixo, enviar para Quadrilhas@gmail.com, os dados como endereço e tel de contato para que possamos enviar via Correios o Certificado de melhores de 2008 internet.


MELHOR TRAJE 2008
Nº de votos: 356

1º: Lumiar - PE - 99 Votos
2º: Mistura Gostosa - PB - 86 Votos
3º: Rosa dos Ventos - AL - 70 Votos

_______________________________________________


MELHOR GRUPO MÚSICAL E REPERTÓRIO 2008
Nº de votos: 277

1º: Beija Flor do Sertão - CE - 91 Votos
2º: Lumiar - PE - 80 Votos
3º: Paixão Nordestina - CE - 31 Votos

_______________________________________________


MELHOR COREÓGRAFO 2008
Nº de votos: 279

1º: Raio de Sol - PE - 74 Votos
2º: Lumiar - PE - 70 Votos
3º: Beija Flor do Sertão - CE - 55 Votos

_______________________________________________


MELHOR DESTAQUE 2008
Nº de votos: 210

1º: Beija Flor do Sertão - CE - 40 Votos
2º: Moleka 100 Vergonha - PB - 35 Votos
3º: Mistura Gostosa - PB - 32 Votos

_______________________________________________

MELHOR CASAL DE NOIVOS 2008
Nº de votos: 275

1º: Beija Flor do Sertão - CE - 64 Votos
2º: Chapadão do Corisco - PI - 60 Votos
3º: Rosa dos Ventos - AL - 58 Votos

_______________________________________________

MELHOR TEMA 2008
Nº de votos: 199

1º: Raio de Sol - PE - 46 Votos
2º: Moleka 100 Vergonha - PB - 45 Votos
3º: Paixão Nordestina - CE - 44 Votos

_______________________________________________

MELHOR RAINHA 2008
Nº de votos: 239

1º: Rosa dos Ventos - AL - 52 Votos
2º: Mistura Gostosa - PB - 30 Votos
3º: Paixão Nordestina - CE - 28 Votos

_______________________________________________


MELHOR QUADRILHA 2008
Nº de votos: 516

1º: Cafundó do Brejo - TO - 114 Votos
2º: Estrela Branca - CE - 102 Votos
3º: Lua de Prata - PI - 69 Votos
4º: Rosa dos Ventos - AL - 49 Votos
5º: Pau Melado - DF - 26 Votos

_______________________________________________


Obrigados a todos que participaram da enquete, esperamos esse ano sugerir mais opções de votos com a participação de várias quadrilhas juninas, sabemos que existem inúmeras que se empenham e se destacam em suas apresentações.

Para participar da enquete deste ano, o grupo deverá enviar vídeos e resultados de concursos para que possamos criar um rank e analisar o trabalho de todas as quadrilhas.
É importante enviar resultados em que o grupo participou e comentar sobre prêmios como melhor marcador, melhor rainha... e claro, melhor quadrilha.

Todo esse material enviado para nós será tbm divulgado aqui no site no decorrer do ano, envie vídeo e fotos para nosso e-mail: Quadrilhas@gmail.com, não esqueça de mandar dados do grupo como Cidade, Estado e tel de contato dos responsavéis, só vale material de 2009.


Helry Silva
Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
domingo, 22 de março de 2009

PostHeaderIcon CASAMENTO COLETIVO NO DIA DOS NAMORADO NA PARAÍBA - 2009



Casamento Coletivo reunirá 100 casais na no Parque do Povo no Dia dos Namorados


O Casamento Coletivo promovido todos os anos pela Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretária Municipal de Educação, Esporte e Cultura, Coordenadoria de Cultura e Coordenadoria de Turismo, reunirá este ano 100 casais. O evento acontecerá no dia 12 de junho, Dia dos Namorados, na Pirâmide do Parque do Povo.

Uma das novidades para a cerimônia do casamento coletivo deste ano, segundo o Coordenador de Cultura da Prefeitura, Alexandre Barros, será a entrada dos noivos no local ao som de violinos e acompanhados de damas de honra e pagens. Devido a grande procura dos casais em participar da cerimônia e as limitações para a organização da cerimônia, as inscrições já foram encerradas.

A expectativa dos organizadores da cerimônia é que, como nos anos anteriores, a Pirâmide do Parque do Povo fique totalmente lotada de amigos e parentes dos noivos e da população em geral que sempre prestigia o evento. Já estão confirmadas as presenças do prefeito Veneziano Vital do Rêgo e da primeira-dama, Ana Cláudia.

Para a cerimônia a Pirâmide do Parque do Povo receberá uma decoração especial de ornamentação. O casamento será realizado por um juiz e um pastor evangélico realizará uma benção especial para os noivos.

Quadrilhas

Para o Maior São João do Mundo, a Prefeitura já definiu o dia 28 de maio para realização do concurso da Rainha e da Corte Junina. Segundo Alexandre Barros, a Associação de Quadrilhas de Campina Grande, realizará nos próximos dias uma assembléia com seus filiados para definir as datas do concurso de quadrilhas matutas e estilizadas.


Fonte: Redação Com Codecom/CG
Imagens: SNN

Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
sábado, 7 de fevereiro de 2009

PostHeaderIcon Roupa bonita até para gringo ver

Roupa bonita até para gringo ver





De Belo Horizonte, a costureira Eliana Lopes Ribeiro conta como faz para produzir cerca de 400 vestidos de festa junina que vão para várias partes do Brasil e até do exterior.
Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo

PostHeaderIcon Conheça a história de Lampião

Conheça a história de Lampião




Virgulino Ferreira da Silva influenciou a cultura do Nordeste. Lampião se tornou inspiração nas artes plásticas, na música e na dança. Conheça o homem que inspirou a personalidade do cabra-macho.

A dança de Lampião no sertão pernambucano



Setenta anos após a morte de Virgulino Ferreira da Silva a dança dos cangaceiros permanece viva no sertão de Pernambuco. Para afastar a solidão na caatinga, os cangaceiros criaram o xaxado.
Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

PostHeaderIcon MEMORIAL DO REI DO BAIÃO





Que eu sou apaixonado por Luiz Gonzaga, todo mundo sabe, pra mim Luiz foi e sempre será o Rei do Baião, do forró, da cultura nordestina... em fim... Por mais que as quadrilhas de hoje estão se estilizando, não devemos esquecer de nossas raízes, todas as quadrilhas deveriam ter no mínimo 1 música do Gonzagão no repertório do grupo.

Luiz tem um acervo absurdo de canções magnificas que fazem com que eu me apaixone mais ainda por forró e Quadrilhas Juninas.

Parabéns ao Governo do Estado de Pernambuco pela construção de um site onde reúne um acervo de canções e biografia do Gonzagão.

Acompanhe você tbm um pouco da história desse grande mestre da música popular brasileira.

Helry Silva

Site do Acervo
[Cick Aqui]

Luiz Gonzaga, O nosso Reio do Baião

Representante maior da música popular nordestina, Luiz Gonzaga interferiu decisivamente na trajetória da música brasileira ao introduzir no cenário nacional os ritmos do sertão e do nordeste – toadas, xotes, xamegos, baiões, xaxados, marchinhas, emboladas.

Ao reencontrar-se com suas raízes musicais, ajudou a plasmar a identidade nordestina no imaginário do Brasil, imprimindo ao acordeon das valsas e tangos, a partir da década de 40 do século XX, uma nova musicalidade. Então, como sanfona, o instrumento adquiriu nova personalidade.

Na sua busca obstinada pela essência sertaneja, Luiz Gonzaga encontrou nos arquivos da memória os instrumentos musicais para compor uma orquestração diferenciada, com o sotaque de sua terra, criando o primeiro trio de sanfona, zabumba e triângulo.

Na vestimenta dos cangaceiros e vaqueiros encontrou sua personalidade estética.

Sua influência não pode ser mensurada.

É a tradução musical e imagética da própria alma nordestina definitivamente inscrita no cenário brasileiro.

O Memorial Luiz Gonzaga (MLG) é um equipamento cultural da Prefeitura do Recife, cujo principal objetivo é preservar e divulgar o maior legado de Luiz Gonzaga, sua obra musical, e tudo o que o envolve, conjunto patrimonial imaterial que revolucionou a música no Brasil das décadas de 40 e 50 do século XX, e contribuiu decisivamente para a formação da noção de nordestinidade no cenário cultural brasileiro.

O MLG é um centro de memória e pesquisa, que oferece aos seus visitantes casuais, pesquisadores e turistas, não apenas informações provenientes de seu acervo físico e projeto expográfico, mas objetiva também ser um centro receptor e difusor do conhecimento produzido sobre a obra do Rei do Baião, estabelecendo ligações e convênios com instituições afins, utilizando os recursos da tecnologia da informação com perfil dinâmico e propositivo.

O acervo atual do MLG foi constituído com a aquisição da coleção de Mávio Holanda, pela Prefeitura da Cidade do Recife, formada por discos raros de 78 rpm, Long Plays, CDs, fotos, impressos, álbuns de recortes, vídeos e arquivos de áudio em formato MP3. Constitui uma coleção singular do MLG, o conjunto de documentos cedidos para replicação pelo Parque Aza Branca, construído pelo Mestre do Araripe em seu torrão natal, na cidade de Exu - fotos, partituras e álbum de recortes.

Consciente de que a tarefa educativa é uma responsabilidade de toda instituição que guarda acervo patrimonial de uma comunidade, e que a educação é o melhor caminho para a perpetuação das tradições culturais, o MLG também propõe cursos, palestras e atividades semelhantes no âmbito do universo de sua referência.


Atendimento ao público: 2ª a 6ª, das 09:00 às 17:00 horas

Pátio de São Pedro, Casa 35

Bairro de São José

Recife – Pernambuco

Fones: (81) 3232.2965 e 3232.2955

mlgonzaga@recife.pe.gov.br

Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
sábado, 20 de dezembro de 2008

PostHeaderIcon A sua marca com a cara da Google


O Quadrilheiros do Brasil foi Googlificado?

Google Font é um site simples, cuja única finalidade é gerar imagens inspiradas na logomarca da maior empresa da Internet mundial na atualidade, a Google.

Digite qualquer palavra no campo apropriado, pressione 'Create logo!' e em alguns instantes o Google Font disponibiliza um pequeno arquivo de imagem em formato .GIF com o texto solicitado.

Googlificai-vos!

Google Font

Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo

PostHeaderIcon QUADRILHA JUNINA PARAÍBA em 1º lugar no Google


Quadrilha Junina Paraíba é umas das mais requisitadas no maior site de buscas, o Google.
Esses dados são atualizados anualmente, vale lembrar que com excessão da busca "Quadrilhas Juninas", agente apenas destaca a quadrilha por nome, Quadrilha Junina Paráiba em 1º Lugar, seguindo por Raio de Sol e Lumiar, ambas de Pernambuco.


Qualquer pessoa pode verificar os números no site da Google, é só digitar quadrilha Junina e verificar os dados.

Helry Silva
Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

PostHeaderIcon QUADRILHAS DO BRASIL


Olá galera Quadrilheira, deixo aqui um comentário sobre a evolução das quadrilhas de hoje, nada contra é claro, acho até válido para aprimorar o espetáculo do São João, acho que as quadrilhas devem ousar e melhorar o seu desempenho a cada ano.
Mas deixo aqui um tok para aqueles que abusam em coreografias sem sentido e confusas, ficamos as vezes sem entender o significado do tema ou da apresentação, algumas se limitam em dançar em grandes rodas com todos girando no meio que nem Pião, não sei se entendem minha colocação, mas falta criatividade e mais sentidos as partes (Coreografias) na Quadrilha.
Bem, isso foi só um comentário as quadrilhas que adoro Estilizadas, mas não vamos esquecer de incluir algumas coreografias de tradição né?
Abaixo vai algumas dicas para quem gosta de quadrilhas tradicionais e quer incluir algumas Coreografia.


O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador de dança. O acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona" .

A DANÇA DA QUADRILHA: A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos ( Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer.Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por um número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que se tem para dançar. A quadrilha é comandada por um marcador, que orienta os casais, usando palavras afrancesadas e portuguesas. Existem diversas marcações para uma quadrilha e, a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores.

Os comandos mais utilizados são:

BALANCÊ (balancer) - Balançar o corpo no ritmo da música, marcando o passo, sem sair do lugar.
É usado como um grito de incentivo e é repetido quase todas as vezes que termina um passo. Quando um comando é dado só para os cavalheiros, as damas permanecem no BALANCÊ. E vice-versa,

ANAVAN (en avant) - Avante, caminhar balançando os braços.

RETURNÊ (returner) - Voltar aos seus lugares.

TUR (tour) - Dar uma volta: Com a mão direita, o cavalheiro abraça a cintura da dama. Ela coloca o braço esquerdo no ombro dele e dão um giro completo para a direita.

Para acontecer a Dança é preciso seguir os seguintes Passos:


01. Forma-se uma fileira de damas e outra de cavalheiros. Uma, diante da outra, separadas por uma distância de 2,5m. Cada cavalheiro fica exatamente em frente à sua dama. Começa a música. BALANCÊ é o primeiro comando.

02. CUMPRIMENTO ÀS DAMAS OU "CAVALHEIROS CUMPRIMENTAR DAMAS"
Os cavalheiros, balançando o corpo, caminham até as damas e cada um cumprimenta a sua parceira, com mesura, quase se ajoelhando em frente a ela.

03. CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS OU "DAMAS CUMPRIMENTAR CAVALHEIROS"
As damas, balançando o corpo, caminham até aos cavalheiros e cada uma cumprimenta o seu parceiro, com mesura, levantando levemente a barra da saia.

04. DAMAS E CAVALHEIROS TROCAR DE LADO
Os cavalheiros dirigem-se para o centro. As damas fazem o mesmo.
Com os braços levantados, giram pela direita e dirigem-se ao lado oposto. Os cavalheiros vão para o lugar antes ocupado pelas damas. E vice-versa,

05. PRIMEIRAS MARCAS AO CENTRO
Antes do início da quadrilha, os pares são marcados pelo no. 1 ou 2. Ao comando "Primeiras marcas ao centro , apenas os
pares de vão ao centro, cumprimentam-se, voltam, os outros fazem o "passo no lugar . Estando no centro, ao ouvir o marcador
pedir balanceio ou giro, executar com o par da fileira oposta. Ouvindo "aos seus lugares , os pares de no. 1 voltam à posição anterior. Ao comando de "Segundas marcas ao centro , os pares de no. 2 fazem o mesmo.

06. GRANDE PASSEIO
As filas giram pela direita, se emendam em um grande círculo. Cada cavalheiro dá a mão direita à sua parceira. Os casais passeiam em um grande círculo, balançando os braços soltos para baixo, no ritmo da música.

07. TROCAR DE DAMA
Cavalheiros à frente, ao lado da dama seguinte. O comando é repetido até que cada cavalheiro tenha passado por todas as damas e retornado para a sua parceira.

08. TROCAR DE CAVALHEIRO
O mesmo procedimento. Cada dama vai passar portadas os cavalheiros até ficar ao lado do seu parceiro.

09. O TÚNEL
Os casais, de mãos dados, vão andando em fila. Pára o casal da frente, levanta os braços, voltados para dentro, formando um arco. O segundo casal passa por baixo e levanta os braços em arco. O terceiro casal passa pelos dois e faz o mesmo. O procedimento se repete até que todos tenham passado pela ponte.

10. ANAVAN TUR
A doma e o cavalheiro dançam como no TUR. Após uma volta, a dama passa a dançar com o cavalheiro da frente. O comando é repetido até que cada dama tenha dançado com todos os cavalheiros e alcançado o seu parceiro.


11. CAMINHO DA ROÇA
Damas e cavalheiros formam uma só fila. Cada dama à frente do seu parceiro. Seguem na caminhada, braços livres,balançando. Fazem o BALANCË, andando sempre para a direita.


12. OLHA A COBRA
Damas e cavalheiros, que estavam andando para a direita, voltam-se e caminham em sentido contrário, evitando o perigo.
Vários comandos são usados para este passo: "Olha a chuva , "Olha a inflação , Olha o assalto , "Olha o (cita-se o nome de um político impopular na região). A fileira deve ir deslizando como uma cobra pelo chão.

13. É MENTIRA
Damas e cavalheiros voltam a caminhar para a direita. Já passou o perigo. Era alarme falso.

14. CARACOL
Damas e cavalheiros estão em uma única fileira. Ao ouvir o comando, o primeiro da fila começa a enrolar a fileira, como um caracol.

15. DESVIAR
É o palavra-chave para que o guia procure executar o caracol, ao contrário, até todos estarem em linha reta.

16. A GRANDE RODA
A fila é único agora, saindo do caracol. Forma-se uma roda que se movimenta, sempre de mãos dados, à direita e à esquerdo como for pedido. Neste passo, temos evoluções. Ouvindo "Duas rodas, damas para o centro ; as mulheres vão ao centro, dão as mãos.
Na marcação "Duas rodas, cavalheiros para dentro , acontece o inverso, As rodas obedecem ao comando,movimentando para a direita ou para esquerda. Se o pedido for "Damas à esquerda e "Cavalheiros à direita ou vice-versa, uma roda se desloca em sentido contrário à outra, seguindo o comando.

17. COROAR DAMAS
Volta-se à formação inicial das duas rodas, ficando as damos ao centro. Os cavalheiros, de mãos dados, erguem os braços sobre as cabeças das damas. Abaixam os braços, então, de mãos dados, enlaçando as damas pela cintura. Nesta posição, se deslocam para o lado que o marcador pedir.

18. COROAR CAVALHEIROS
Os cavalheiros erguem os braços e, ao abaixar, soltam as mãos. Passam a manter os braços balançando, junto ao corpo. São as damas agora, que erguem os braços, de mãos dados, sobre a cabeça dos cavalheiros. Abaixam os braços, com as mãos dados, enlaçando os cavalheiros pela cintura. Se deslocam para o lado que o marcador pedir.

19. DUAS RODAS
As damas levantam os braços, abaixando em seguida. Continuam de mãos dados, sem enlaçar os cavalheiros, mantendo a roda. A roda dos cavalheiros é também mantida. São novamente duas rodas, movimentando, os duos, no mesmo sentido ou não, segundo o comando. Até a contra-ordem!

20. REFORMAR A GRANDE RODA
Os cavalheiros caminham de costas, se colocando entre os damas. Todos se dão as mãos. A roda gira para a direita ou para a esquerda, segundo o comando.

21. DESPEDIDA
De um ponto escolhido da roda os pares se formam novamente, Em fila, saem no GALOPE, acenando para o público. A quadrilha está terminada. Nas Festas Juninas Mineiras, Paranaenses e Paulistas, após o encerramento da quadrilha, os músicos continuam tocando e o espaço é liberado para os casais que queiram dançar.


Helry Silva

Stumble This Add To Del.icio.us Digg This Add To Reddit Add To Facebook Add To Yahoo

Contrate Quadrilhas

Posts Polulares

Blog dos Quadrilheiros do Brasil

Grupos Folclóricos

Grupos Folclóricos

Casamentos e Simpatias

Receitas

Receitas

Revista Arraiá Brasil

Fórum Conaqj

Capeonato Brasileiro

Capeonato Brasileiro

Campeonato Nordestino

Campeonato Nordestino

Boutique do Quadrilheiro

Relatório de entregas

Sanfoneiros do Brasil

Procure aqui

Vídeo da semana

Seguidores

Parceiros

Parceiros


back to top